"As vezes ouço passar o vento, e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido”
(Fernando Pessoa)

19 de novembro de 2012

O Homem Barbudo



Em Morro do Ferro vivia um senhor de generosa barba. Era branca e longa, “batia” no peito.

Andava muito a cavalo, prestando serviços a um fazendeiro local.


Era muito temido pelas crianças. Não que praticasse atrocidades contra criancinhas indefesas.


Mas era um forte “álibi” das mães contra os filhos desobedientes e teimosos. Desobedeceu a mãe, logo vinha a ameaça: “O homem barbudo vai te pegar”.


Mas afinal qual o motivo daquela barba longa?


Diziam que quando adolescente, numa daquelas desavenças, tomou um “coro” de um sujeito. Então jurou o vitorioso de morte: “Enquanto eu não matar aquele desgraçado não faço minha barba”.


Homem de palavra. Morreu já idoso, barbudo . . .

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