"As vezes ouço passar o vento, e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido”
(Fernando Pessoa)

20 de dezembro de 2012

Gás Carbônico: De vilão a matéria prima?



Um dos principais agentes causadores do efeito estufa, o gás carbônico, pode-se transformar de vilão a matéria prima.

Considerando que a redução dos níveis de emissões de gases causadores do efeito estufa não está sendo cumprida pela maioria dos países, a utilização do gás carbônico como matéria prima, pelo menos inicialmente pode ser considerado o “Ovo de Colombo”.

Uma gigante multinacional da indústria química com sede na Alemanha anunciou que tem o domínio da tecnologia para produção de polímeros a partir do gás carbônico.

Uma Planta Piloto já inaugurada é o resultado da parceria entre a multinacional, o setor científico e governos da União Européia para reaproveitamento de gás carbônico gerado com a queima de combustíveis fósseis em usinas termoelétricas.

Com o nome de “Produção dos Sonhos” o projeto é audacioso e busca a substituição do petróleo na fabricação de polímeros, principalmente o Poliuretano.

Obviamente apenas uma planta piloto no mundo consumindo gás carbônico, pode ser insignificante, mas já é um grande passo para a humanidade.

19 de novembro de 2012

O Homem Barbudo



Em Morro do Ferro vivia um senhor de generosa barba. Era branca e longa, “batia” no peito.

Andava muito a cavalo, prestando serviços a um fazendeiro local.


Era muito temido pelas crianças. Não que praticasse atrocidades contra criancinhas indefesas.


Mas era um forte “álibi” das mães contra os filhos desobedientes e teimosos. Desobedeceu a mãe, logo vinha a ameaça: “O homem barbudo vai te pegar”.


Mas afinal qual o motivo daquela barba longa?


Diziam que quando adolescente, numa daquelas desavenças, tomou um “coro” de um sujeito. Então jurou o vitorioso de morte: “Enquanto eu não matar aquele desgraçado não faço minha barba”.


Homem de palavra. Morreu já idoso, barbudo . . .

16 de novembro de 2012

Hikking na Pedra Grande em Igarapé




Pedra Grande parcialmente encoberta pela neblina

Participantes: Emerson e Luiz Antônio
Data: 16/11/2012

Aproveitando o feriadão de 15 de novembro, planejei um hikking na Pedra Grande em Igarapé. Dos quatro participantes confirmados, o Vitor já desistiu na noite anterior.

Choveu muito a noite toda, mas o dia amanheceu sem ameaça de chuva, embora parcialmente nublado.

Conforme previamente combinado, “rumei” para Igarapé, mais precisamente na “curva da ferradura” na BR 381, saída para o Chacreamento Vivendas Santa Mônica e Mineração Usiminas Mina Leste.

Esperei meia hora após o horário combinado e não chegou ninguém. Liguei para o Luiz Antônio que pediu para aguardá-lo, pois estava a caminho. Liguei para o Carlos que respondeu ainda dormindo que não iria.

Após o Luiz Antônio chegar, fomos até o ponto do início da trilha. Começamos a subida em direção a Pedra Grande por volta de 08 horas.

No início, uma trilha muito tranquila. Depois entra-se em uma mata, aí começam aparecer as danadas das pedras e raízes, hora formando degraus, hora muito escorregadias.

À medida que ganhamos altitude, a névoa tornou-se cada vez mais densa, nos acompanhando por todo o percurso.

Após a mata, passamos por uma área com vegetação rasteira. Neste ponto a trilha torna-se mais íngreme, com muita pedra solta.

Passamos pela “boca” da caverna e chegamos na base da Pedra Grande e do Pico do Itatiaiuçu.

A partir deste ponto as coisas complicam um pouco. Passamos a uma escalaminhada, hora sobre as rochas, hora por baixo das rochas e muitas vezes passando por fendas bastante estreitas. Gordinhos correm um sério risco de ficarem entalados. Nós quase não passamos!

Exploramos o topo da Pedra Grande e do Pico do Itatiaiuçu. As rochas molhadas e a baixa visibilidade exigiam cuidado redobrado.

Paramos para um lanche e fotos na expectativa de que a névoa desse uma trégua, mas não foi desta vez. As rajadas de vento frio mudavam de direção rapidamente.

No retorno passamos na Caverna e em algumas rochas com formatos exóticos. Na descida, a trilha molhada exigia cuidado redobrado, castigando joelhos e tornozelos.

Ainda mais para o Luiz Antônio que cismou de levar para casa uma pedra danada de pesada.

Por volta de 11:30 horas chegamos ao final da trilha.

O visual deslumbrante de 360º ficou para outra oportunidade, mas o trekking foi super agradável.

Um fato nos chamou a atenção: o grande número de vias de escalada já conquistadas no local. Seja em pequenas ou grandes rochas, são grampos e chapeletas fixadas por todos os lados.

Leia mais sobre a Pedra Grande em: Pedra Grande - Igarapé/MG

A próxima caminhada será na Serra do Elefante, passando pela Trilha dos Escravos, Capela, Nascente, Cachoeira e Radar Meteorológico.

Abaixo algumas fotos:


Flor de uma pequena bromélia



Pequenos cactos sobre rochas


Tapete florido

A neblina nos aguarda

Aí só escalando

Passando por uma fenda

No topo a 1.434 metros de altitude

Passando por uma fenda

Rochas no topo

Passando por mais uma fenda

Rocha com formato exótico

Na "porta" da Caverna



Na "porta" da Caverna


Luiz Antonio no interior da Caverna

Vegetação entre as rochas

Vista parcial do vale da Pedra Grande


Vale da Pedra Grande encoberto pela neblina


Trilha de pedras

25 de setembro de 2012

Monark Monareta Dobramatic – Minha Primeira Bike



Lá pelo início da década de 80, recebi de presente do meu pai, minha primeira Bike. Era uma Monark Monareta Dobramatic de cor vermelha, usada, mas acho que toda original. Não me lembro (aí é pedir demais) o ano de fabricação e nem a série. O nome Dobramatic é por causa de uma “dobradiça” existente do quadro, o que fazia dela uma Bike dobrável, reduzindo desta forma o volume e facilitando o transporte.


Voltando um pouco no tempo, vamos ao histórico do modelo.


A Monark Monareta é uma Aro 20 que começou a ser fabricada por volta de 1967. Ela nasceu para concorrer diretamente com a Caloi Berlineta, que até então reinava absoluta como sonho de consumo infanto-juvenil.


Um detalhe interessante é que a Monareta não possuía o Top Tube (tubo superior do quadro), agradando desta forma meninas e meninos, ou seja, ela nasceu como uma Bike unissex.


Diante do sucesso de vendas, surgiram diversas séries especiais: Brasil de Ouro, Olé 70, Águia de Ouro, Centauro, a famosa Dobramatic, Jet Black, Kross e Kross II Luxo. Em 1983 é lançado o modelo Tandem (Bike com dois lugares) algo inusitado e inédito no Brasil.

Até Pelé foi garoto propaganda da Monareta.


A fabricação da Monareta foi encerrada em 1990 com as vendas em baixa por causa do sucesso das Bikes de Bicicross recém lançadas.


Voltando a minha Monareta, tudo foi só alegrias. Naquele tempo ter uma Bike (mesmo usada) era quase o mesmo que ter um carrão de luxo.


Nela aprendi pedalar e obviamente tomei meus primeiros tombos. Aliás, primeiro os tombos, depois se aprende pedalar.


O resto era tudo no improviso. Sapata de freio? O que é isto? Pastilha de freio? Piorou, nem nos sonhos!


Era borracha de chinelo Havaianas mesmo. Cortavam-se os pedaços do chinelo e encaixava em uma espécie de suporte. E aquilo soltava direto, sempre nas ladeiras é claro. Aí era só desespero. Ou pulava da Bike ou rezava, quando dava tempo.


Entre tombos e alegrias, sobraram hoje algumas cicatrizes, mas nenhum osso quebrado.


Abaixo seguem algumas imagens de divulgação da Monark Monareta de comerciais da época. As imagens foram obtidas da Internet em sites diversos.






12 de setembro de 2012

Política, Violência, Silêncio . . .



Em algumas cidades aqui das Minas Gerais as divergências políticas tem sido "resolvidas" "na bala".

E não se tratam de cidades situadas nos rincões do sertão mineiro.
Estão na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A poucos quilômetros da Capital Mineira.

E todos se calam, silenciam . . .
E tudo continua normal.

31 de agosto de 2012

Bicho homem, êta bicho esquisito!



O bicho homem vai para a cidade
E quer viver como na roça
Criar porco, cavalo, vaca, galinha. . .

O bicho homem vai para a roça
E quer viver como na cidade
Não quer mato, terra e bichos por perto
Quer concreto e asfalto . . .

Vai entender o bicho homem!

8 de agosto de 2012

Com aumento da frota de veículos, vê-se um horizonte sombrio


Fonte: Jornal Hoje em Dia - 08/08/2012 06:08

Se a tendência atual se mantiver, o número de veículos circulando pelas ruas da capital mineira deve mais do que dobrar até 2020, chegando a 4,8 milhões. A cidade não se prepara para isso, talvez porque a perspectiva, de tão terrível, tenha efeito paralisante sobre nossos planejadores, que estão habituados ao planejamento de curto prazo, mas raramente lidam com situação tão desesperadora. Há escassez de recursos e ideias para evitar que dentro de oito anos o tráfego de veículos e a mobilidade das pessoas na cidade estejam totalmente travados.


Já se percebe uma nuvem negra pairando sobre nosso belo horizonte. Ao adotar sem reservas a economia baseada na indústria automobilística, o Brasil armou para si mesmo uma arapuca, que começa a se fechar sobre nossas cabeças. Há mais de meio século, nossos dirigentes e empresários se inspiraram nos Estados Unidos, o país mais bem sucedido desde a segunda guerra mundial. Mas os brasileiros não tiveram a mesma sabedoria dos norte-americanos para manter e até fortalecer outras formas de transporte, como o trem de ferro e a navegação fluvial e marítima. O Brasil deixou acabar a navegação de cabotagem, que já foi importante no transporte de pessoas e cargas de um ponto a outro de nosso extenso litoral.


E o que se viu neste ano, quando nossa economia deu mostras evidentes de fragilidade, sob o peso da crise financeira internacional, foi o governo Dilma Rousseff incentivando a produção de mais automóveis, acreditando que assim estaria garantindo empregos e levando felicidade ao povo. De fato, com IPI 24% menor para automóveis, os preços das montadoras caíram. A produção de veículos cresceu 8,8% em julho na comparação com junho, as vendas aumentaram, mas o governo precisou fazer ameaças para segurar os empregos de uma fábrica da GM em São Paulo.


Enquanto isso, o governo de Minas anunciava investimentos de R$ 3,2 bilhões para a pavimentação de quase dois mil quilômetros, etapa do programa Caminhos de Minas, lançado em 2010. É a economia baseada na indústria automobilística que não pode parar. E que, aos poucos, vai paralisando o trânsito nas cidades já sufocadas pela poluição provocada pelos motores dos veículos.

O que se prevê para 2020 talvez não seja ainda o ponto de ruptura, mas já estamos caminhando, inexoravelmente, para um novo modelo de economia, pois o atual está se esgotando. Quem sabe, para uma economia baseada nos recursos em vez do dinheiro.

Link para reportagem original: Jornal Hoje em Dia

19 de julho de 2012

Reutilização de Pneus usados

Vemos todos os dias a divulgação de formas de utilização de materiais inservíveis. Muitas destas utilizações são na prática possíveis, enquanto outras são inviáveis.

Em se tratando de Pneus usados, seu descarte ou utilização pós uso é mais complexa. Puf's, Caixotes de massa para construção civil, contenção de encostas, Recipientes para plantas ornamentais, desintegração para utilização em manta asfáltica são alguns exemplos de reutilizações possíveis.

Nas minhas andanças por nossa Minas Gerais, entre Jacarandira e Cajuru, município de Resende Costa/MG, vi esta maneira bem criativa de reutilização de Pneus usados: uma base para caixa d'água. O interior dos Pneus foi preenchido com concreto e pedras.

E olha que funciona direitinho! 

4 de julho de 2012

VAMOS SER SINCEROS . . .



Afinal quem nunca fez algo assim?

Coloca nome em trabalho que não fez.
Coloca nome de colega que faltou em lista de presença.
Paga para alguém fazer seus trabalhos.
Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.
Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.
Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.
Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, e até dentadura.
Fala no celular enquanto dirige.
Usa o telefone da empresa onde trabalha para ligar para o celular dos amigos (me dá um toque que eu retorno...) - assim o amigo não gasta nada.
Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.
Para em filas duplas, triplas, em frente às escolas.
Viola a lei do silêncio.
Dirige após consumir bebida alcoólica.
Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.
Espalha churrasqueira, mesas, nas calçadas.
Pega atestado médico sem estar doente, só para faltar ao trabalho.
Faz "gato" de luz, de água e de tv a cabo.
Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.
Compra recibo para abater na declaração de renda para pagar menos imposto.
Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.
Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10, pede nota fiscal de 20.
Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.
Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.
Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.
Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata.
Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.
Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.
Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.
Frequenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.
Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos, como clipes, envelopes, canetas, lápis... como se isso não fosse roubo.
Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.
Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.
Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.
Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.
 
E queremos que os políticos sejam honestos ???

1 de maio de 2012

SUBINDO A SERRA NEGRA MAIS UMA VEZ

Bikers: Emerson, Polanski, Emir, Leandro (Panda) e Marconi
Data do pedal: 15/04/2012

Atendendo a vontade da galera, marcamos de subir a Serra Negra (Betim/MG) mais uma vez. Exceto Eu, todos os demais nunca tinham percorrido as trilhas que chegam ao topo da Serra Negra, portanto a expectativa era grande.

Conforme previamente combinado, reunimos em frente a Padaria Concórdia na Avenida Amazonas e as 07:00 horas partimos rumo ao nosso destino.

O detalhe curioso ficou por conta do Marconi. Ele ia pedalar para outras bandas, mas perdeu da galera logo na saída e acabou indo com a gente.

Partimos em direção a Fazenda Santa Cruz, subimos rumo a mineração abandonada e seguimos até o topo da Serra Negra, desta vez sem ficar perdidos no meio da trilha. Ficar perdido na primeira vez que faz a trilha, ainda dá para dar um desconto, mas na segunda em diante, aí é feio!

 

Desta vez não teve ducha no alto da serra, não havia uma gota d’água na caixa.

Depois da pausa para descanso e lanche partimos em direção a Trilha dos Bandeirantes. Antes de chegar em uma cascalheira abandonada o Marconi perdeu o Ciclocomputador. Com o auxílio do Leandro (Panda) retornaram um pouco na trilha e por pura sorte acharam o equipamento.

Retornamos a Betim passando pela Trilha dos Bandeirantes, Chacreamento Novo Mundo e saímos perto do Kartódromo. Desta não ficamos perdidos, não teve tombos e nem pneu furado, mas a galera achou a trilha nota 10.

Afinal também não faltou adrenalina em muita trilha técnica e descidas empolgantes.

Segue abaixo algumas fotos do pedal:

Emir, Polanski, Marconi e Eu (Emerson)

Emir, Leandro(Panda), Marconi e Eu (Emerson)

Eu (Emerson), Emir, Polanski e Marconi

Polanski e Emir admirando a paisagem

Leandro (Panda), Polanski e Emir

Marconi, Leandro (Panda), Eu (Emerson) e Emir 

Topo da Serra Negra

Eu (Emerson) c/ topo da Serra Negra ao fundo

Eu (Emerson) e Polanski

Eu (Emerson), Emir, Marconi e Polanski

Eu (Emeron), Emir, Leandro (Panda) e Marconi

Marconi, Emir, Leandro (Panda) e Eu (Emerson)


13 de abril de 2012

A BOLHA IMOBILIÁRIA CHINESA

São cidades inteiras, algumas com capacidade de 12 milhões de habitantes, shoppings gigantescos, estimativa de 64 milhões de apartamentos, tudo recém construído e completamente vazio.

E o mais alarmante, tudo muito acima da capacidade de compras do povo chinês.

São 15 minutos de vídeo, mas com certeza vale a pena ver até o fim!

E que sirva de exemplo para o Brasil . . .

10 de abril de 2012

MTB nas Trilhas de Morro do Ferro


Link p/ Mapa: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=2702281

Bikers: Eu (Emerson) e Polanski
Local: Morro do Ferro/MG
Data do Pedal: 07/04/2012

 
No sábado de aleluia, Eu e Polanski saímos para um pedal "catando" algumas trilhas nas proximidades de Morro do Ferro. Obviamente um percurso só de trilhas é quase impossível, mas decidimos "catar" todas possíveis em um percurso pré determinado.

Na sexta-feira havia chovido muito à tarde e durante a noite, então uma coisa era certa: muita lama.

Então partimos de "meu esconderijo", subimos em direção ao Morro das Pedras encarando já no início a primeira trilha. Pegamos a estrada sentido Morro do Ferro e antes do morro do Capão Fundo subimos a esquerda em direção a região da Lagoa da Batalha.

Depois de uma subida, vem a descida. Até aí tudo bem, só que a descida tava um "quiabo".

Nesta descida tomei meu primeiro tombo: Em uma daquelas trilhas de gado com menos de 20 cm de largura em meio a grama, puxei a roda dianteira para fora, mas a traseira não seguiu, ou seja, a magrela me deu um "rapa" (como gosta de dizer o biker Luciano) e caí de lado que nem uma jaca. Sorte que além de alta e macia a grama estava encharcada com as chuvas. Sofri apenas um pequeno arranhão na coxa e algumas dores nas costelas. Mas é hora de levantar, retirar o barro e pedal para frente.

Descendo, antes do Ribeirão da Lavrinha viramos a direita passando pela região do Açude, em seguida em frente a Fazenda do Vicente Pierre.

Logo a frente viramos a esquerda em direção a ex Fazenda do João Rocha (JR) também conhecida como Fazenda do Poupa Ganha até chegarmos a antiga estrada de terra que ligava Morro do Ferro a São Tiago.

Este trecho é formado somente por trilhas bastantes técnicas com muitos atoleiros, raízes e pedras. Hora se está dentro de mata, hora literalmente no meio da pastagem.

Pela estrada de terra fomos até Morro do Ferro, descemos em direção ao Calafate e viramos a esquerda subindo o Morro do Cascalho. Subimos até a Capelinha, pausa para fotos e lanche e preparando para a descida.

Iniciamos a descida do Morro do Cascalho em direção a Gruta. Descida muito técnica, ali dá até para fazer um DownHill. Nesta descida tomei meu segundo tombo, e este foi feio. A bike escorregou no cascalho (afinal ali é o Morro do Cascalho, então não precisa explicar mais nada), bateu com a roda dianteira dentro de um buraco e aí não teve mais jeito: passei por cima do guidão e caí dentro de uma erosão.

Sorte minha que a dita erosão estava cheia de capim e só fui afundando aos poucos o que amorteceu um pouco a queda. Resultado: um joelho ralado, coxa direita machucada, ombro direito dolorido e o passador de marchas empenado.

Recuperado do susto seguimos sentido Morro do Ferro, paramos na Mercearia do Júlio para tomar um isotônico e seguimos em frente em direção a região da Barra. Descemos o Morro da Barra, seguimos em direção a Pedra Equilibrista onde paramos para algumas fotos. Logo em seguida descemos até "meu esconderijo" onde tomamos umas cervejas e almoçados.


Depois de contar aqui os detalhes do pedal, passo agora às "conversas fiadas":

Eu convidei o Polanski para pedalar em Morro do Ferro para ele "comprar alguns terrenos" (tomar tombos para aqueles que ainda não sabem a gíria dos bikers) na região. Só que o sujeito me decepcionou muito, pois não "comprou terreno" nenhum.

Só que ele lendo este post vai me retrucar na hora: "Mas é claro que não comprei terreno nenhum, pois você foi à frente comprando todos!"

Abaixo segue algumas fotos do pedal:
Morro do Ferro vista do Morro do Cascalho

Polanski em frente a Capelinha do Morro do Cascalho

Polanski e Morro do Ferro ao fundo

Eu (Emerson) e Morro do Ferro ao fundo

Polanski na Pedra Equilibrista

Polanski na Pedra Equilibrista

 
Eu (Emerson) na Pedra Equilibrista

Polanski na Pedra Equilibrista

4 de abril de 2012

Durante um pedal, tudo pode acontecer...


Bike quebrada, aquele tombo, ficar perdido no meio da trilha, são fatos mais que normais de acontecer durante um pedal.

Incidentes com animais também acontecem a qualquer hora. Qual biker nunca levou aquela carreira de um monte de cães estressados, que todos dizem ser o melhor amigo do homem? Eu disse melhor amigo do homem, não de um biker!

Eu já atropelei um lagarto (que sobreviveu, o lagarto e eu), tive serpente enroscada no pé de vela, enfiei no meio de enxame de abelhas, tomei carreira de uma vaca com bezerro novo e claro, sem falar dos cães. Ahh, os cães...

Domingo, 1º de abril (dia da mentira, mas o que vou contar é a pura verdade, a prova está gravada na minha canela esquerda) saí cedo para um pedal sozinho.

Próximo ao Condomínio Saraiva, aqui em Betim/MG, fui atacado por um cão estressado. O filho de uma cadela lascou os dentes na minha perna esquerda, sem dó nem piedade. Não deu tempo para nada, o bicho chegou de uma vez, até eu desclipar do pedal e acertá-lo, já era tarde.

Parei em um bar ali próximo, lavei o ferimento com bastante água e sabão e passei álcool, afinal, provavelmente o bicho ainda não havia escovado os dentes neste dia...

Continuei o pedal até o fim e fui até uma unidade de saúde para os procedimentos de praxe.

O ferimento foi pequeno, mas dói pra caramba... Parece que o bicho tem veneno nos dentes!
 
Agora fica o trauma, qualquer cachorrinho vira-lata já me mete medo.

22 de março de 2012

22 de março - Dia mundial da água




Planeta Água

Guilherme Arantes

Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão...
Águas escuras dos rios
Que levam
A fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população...
Águas que caem das pedras
No véu das cascatas
Ronco de trovão
E depois dormem tranqüilas
No leito dos lagos
No leito dos lagos...
Água dos igarapés
Onde Iara, a mãe d'água
É misteriosa canção
Água que o sol evapora
Pro céu vai embora
Virar nuvens de algodão...
Gotas de água da chuva
Alegre arco-íris
Sobre a plantação
Gotas de água da chuva
Tão tristes, são lágrimas
Na inundação...
Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra...
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água...
Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão...
Águas escuras dos rios
Que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população...
Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra...
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água...

8 de março de 2012

DESBRAVANDO A SERRA NEGRA EM BETIM


Link p/ mapa: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=2547485

Bikers: Emerson, Vítor, Germino e Luiz
Data do pedal: 26/02/2012

Serra Negra em Betim/MG

Depois de vários pedais básicos, por locais bastantes conhecidos, também durante o carnaval, sem muitas histórias para contar aqui no Blog, finalmente tenho novidades para aqui postar.

Em uma manhã de domingo, estávamos Eu e Vítor pedalando pelas bandas da Serra Negra, quando paramos para tomar aquele fôlego. Bem na nossa frente estava a Serra Negra, ponto culminante do município de Betim, com oficialmente 1.100 metros de altitude.

A referida serra está situada na parte norte do município de Betim, bem na divisa com o município de Esmeraldas. Provavelmente o nome Serra Negra se deve a cor escura das formações florestais ainda ali existentes, embora as pastagens exóticas de Brachiária teimam em “subir” a serra.

Naquele momento caí na bobagem de comentar com o Vítor: Tenho vontade de ir até o topo da Serra Negra, nunca fui até lá. O Vitor respondeu “na lata”: Vamos subir lá pedalando...
Naquele dia já estava um pouco tarde e também não estávamos preparados psicologicamente para tal aventura, mas combinamos em subir a Serra Negra depois do carnaval.

A estrada, digamos oficial, que vai até o topo da Serra Negra, onde há uma torre, sai da rodovia MG 060, próximo ao trevo de Caio Martins. Ir pedalando por este caminho a partir de Betim, dá um percurso um pouco puxando, além dos perigos de pedalar em uma rodovia sem um centímetro de acostamento.

Portanto coube a mim descobrir outro caminho até o topo da Serra. Como sempre, recorri a “São Google Earth”. Após análises de imagens e cálculos de distâncias e desníveis, chegamos a dois possíveis caminhos. Um subindo pela Fazenda Santa Cruz, passando ao lado de uma mineração abandonada e outro passando pelo Condomínio Fazendas da Serra e Fazenda do João Eugênio.

Decidimos então subir pela Fazenda Santa Cruz. Baixei o percurso completo no GPS, pois ficar perdido não é nada bom...

Domingo, 26 de fevereiro de 2012, conforme previamente combinado, saímos rumo ao topo da Serra Negra. Esperei o Vítor em frente a Igreja Batista Lagoinha e fomos em direção ao Açude às 7:00 horas. Na travessia da linha férrea, próximo a Sítio Trem das Onze, o Germino e Luiz já estavam a nossa espera. Partimos em direção a Fazenda Santa Cruz, viramos a esquerda sentido Marimbá e logo depois a direita.

Notei que algo não estava bem com o Vitor: o sujeito estava pálido e suava prá caramba. Perguntei se estava tudo bem e ele disse que sim. Então pulamos uma cerca e pegamos uma trilha, antiga estrada de acesso a uma mineração. Uma subida pouco acentuada, mas muito técnica: muito cascalho e pedras soltas, além de raízes e galhos de árvores.

O Vítor foi ficando para trás. Paramos para esperar e aproveitamos para tirar umas fotos. Neste momento o Vítor chegou completamente pálido. Desceu da bike e já foi “chamando o juca”. O sujeito dava cada urro que até retumbava pelos vales e matas (com um pouco de exagero, é claro). Logo pensei: acabou a trilha e a subida à Serra Negra.

Mas que nada, o sujeito ficou foi mais animado: vamos lá, dá para continuar, temos que chegar no topo da Serra Negra. . .

Continuando o pedal, o Luiz estava na minha frente quando foi passar sobre um galho de árvore caído no chão. O galho levantou a ponta e passou “ventando” na minha orelha. Por pouco não foi um nocaute.

Encontramos pelo caminho algumas árvores caídas na trilha, um pouco de dificuldade, mas os obstáculos foram sendo transpostos. Chegamos na mineração abandonada e perdemos muito tempo procurando caminho. Não encontramos a continuação da trilha. Depois de analisar as informações do GPS, descobrimos que erramos o caminho. Voltamos um pouco e achamos a trilha subindo a direita.

A partir daí teve muita trilha, muita subida, muito empurra bike, muita tronqueira, muito pula cerca, muita reclamação, muita conversa fiada para aliviar o sofrimento, muita adrenalina . . . e um tombo meu.

Chegamos então ao topo da Serra Negra, com 1.157 metros de altitude (no GPS), cansados, com o sol castigando bastante. Como era de se esperar, não teve cachoeira no percurso, mas lá no alto havia uma ducha ao lado de uma construção anexa a torre. A turma fez a festa, afinal era um oásis naquele alto de serra.

Após o objetivo conquistado, pausa para descanso, admirar a paisagem, fotos e lanche. Mas agora era hora do retorno. O Luiz não queria voltar pelo mesmo caminho. Então decidimos descer pelo lado oposto à subida, ou seja, em direção a Fazenda do João Eugênio e lá fomos nós. Seguindo o trajeto salvo no GPS, subimos uma trilha cheia de pedra, pulamos mais uma cerca, descemos em uma cascalheira abandonada e pegamos uma estradinha dentro da mata. Foi um DownHill alucinante. A descida cheia de curvas, cascalho, pedras, capim, árvores, buracos, galhos secos e não sei lá mais o quê não acabava nunca.

Sem tombos chegamos na Fazenda do João Eugênio, descemos até a estrada da Serra Negra (Trilha dos Bandeirantes) e seguimos sentido Betim. Como já estava muito tarde, em frente ao Condomínio Fazendas da Serra, Eu e Vitor seguimos sentido Liberados e o Germino e Luiz seguiram sentido Açude, percursos mais curtos até nossas casas.

Finalmente chegamos em casa por volta de 14:00 horas após 46 quilômetros de pedal em muita trilha radical e estradões de terra, com um tombo meu, algumas câimbras, dois pneus furados, um do Vítor e outro do Germino.

Fica aí uma sugestão de trajeto para aqueles bikers que insistem em dizer que em Betim não existem trilhas radicais!!!

Inicio da trilha na região da Fazenda Santa Cruz

No meio da trilha tinha um monte de árvores caídas...

Vítor "chamando o juca"

Mineração abandonada

Vista para sul

Só no empurra bike

Mais empurra bike
Aquela sombra abençoada

Mais uma sombra abençoada

Lá no alto está nosso objetivo

Na sombra de um Pau Terra gigante

Admirando a paisagem

Torre no topo da Serra Negra

Luiz tomando aquela ducha e Vitor querendo suicidar, ou voar, sei lá!

Luiz tomado uma ducha abençoada

Betim lá longe . . .

Vista para os lados de Esmeraldas

Outro cucuruto da Serra Negra

Hora de descanso. Mas não tinha uma sombra. . .