"As vezes ouço passar o vento, e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido”
(Fernando Pessoa)

22 de dezembro de 2011

Nosso Natal tem Brasil - Bate o Sino




Música gravada com músicos dos 4 cantos do país, integrante do DVD exclusivo da Luigi Bertolli, 4 Cantos.

Direção: Betão Aguiar
Produção Musical: Betão Aguiar e Chico Salem
Direção de Fotografia e Câmera: Arthur Roessle e Carina Zaratin Direção de Produção: Mara Zeyn
Roteiro e Montagem: Haná Vaisman
Assistente de Montagem: Cristian Bueno
3ª Câmera e Still: Samuel Macedo
Técnico de som Direto: Felipe Magalhães
Músicas Mixadas por: Gustavo Lenza no Estúdio Navegantes / SP Masterizado por: Carlinhos Freitas no Classic Master / SP
Gravado por: Felipe Magalhães e Chico Salem - Unidade Móvel Nagoma
Assistente de gravação: Silvio Carreira
Correção de Cor: Marco Del Fiol
Coordenação de Finalização: Milena Machado

19 de dezembro de 2011

VAMOS BOICOTAR O PAPAI NOEL


Na véspera de mais um natal, republico, mais uma vez, o texto do Sacerdote Luis Erlin.

A princípio parece até muito radical, mas como tudo no mundo, há sempre verdades a considerar: Enquanto as classes média e alta gastam fortunas na compra dos tais presentes, lembranças, ingredientes para a tão esperada Ceia de Natal, uma grande parte da população mundial passa fome, obviamente o ano todo. Então cabe a cada um de nós repensar sobre nossos hábitos e atitudes. É claro que estas pessoas precisam de ajuda, solidariedade e muitas vezes de "apenas" carinho o ano todo. Portando ajuda a creches, asilos e a população carente de uma forma geral é sempre bem vinda não somente no Natal, mas o ano todo.

Então vamos ao texto de Luis Erlin* . . .

"No Natal do ano passado, lembro-me de ter visto uma reportagem sobre as festividades de fim de ano nos Estados Unidos. A repórter frisou que existe uma corrente que quer a todo custo desarticular a festa natalina com a pessoa de Jesus Cristo. Os capitalistas daquele país querem apagar o lado religioso e sagrado do Natal para transformá-lo na festa do Papai Noel.
E como estão fazendo isso? A idéia é ir aos poucos eliminando qualquer elemento simbólico que lembre o nascimento de Cristo. Segundo eles, Jesus não dá lucro, não incentiva o consumo. Assim, as lojas investem pesado no novo garoto propaganda que não é tão novo assim o velho Papai Noel.
 
Seria somente lá? O pior é que não!

Anos atrás eu fui visitar uma turma da catequese e perguntei: O que comemoramos no Natal? A menininha respondeu prontamente: O nascimento do Papai Noel! Isso parece absurdo, conto da carochinha... Porém, se fizermos uma análise global, perceberemos que a luta está acirrada entre o sagrado e o profano...

Basta fazermos uma rápida visita ao centro comercial de nossas cidades (em dezembro) para constatarmos que Cristo está enfraquecido ante aquilo em que a festa vem se transformando. A regra é vender... Lojas abertas vinte e quatro horas, shoppings abarrotados de gente... E lá está ele, belo e formoso, em todo canto que você olha... Tirando fotos com as crianças, distribuindo doces... Inocente e inofensivo, aos poucos, de tão acostumados com ele, vamos perdendo o sentido do advento.
 
As crianças esperam o Papai Noel, não fazemos mais a novena de Natal. E vamos às compras... Cristo? Bem, Cristo é um detalhe nessa história toda. Lamentavelmente até nossas celebrações litúrgicas incorpora de forma ridícula essa simbologia nada religiosa. Pode parecer inacreditável, mas eu já participei de uma missa do galo, em que na ação de graças entrou pela nave central o Papai Noel ao som de Sapatinho de Natal.

Vamos boicotar o Papai Noel! Esse título parece obra de ficção científica, ou coisa do gênero, mas é uma tentativa de resgatar a tradição milenar cristã e focar o sentido naquele que é a única razão do Natal... O aniversariante, ou melhor, o verdadeiro aniversariante.

Boicotaremos o Papai Noel resgatando lentamente a rica simbologia natalina que vem se perdendo, de modo especial o Presépio. Comece pela sua casa, deixe o bom velhinho dentro do guarda-roupa, para enfeitar sua sala com o Menino Deus.

Ademais, o velho Noel não deve se sentir bem no Brasil. Aqui é muito quente para ele. Neve em pleno verão? Renas? Trenó? O que estas coisas têm a ver conosco? Importamos de longe esses elementos, para uma única finalidade: o exagero do consumo. A não ser que nos sintamos em New York."

* Luis Erlin é sacerdote missionário claretiano.

12 de dezembro de 2011

Pedal na Floresta Estadual do Uaimii



Link: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=2278511

Domingo, 04 de dezembro de 2011, o grupo de ciclistas com integrantes de Betim, Contagem, Brumadinho e Belo Horizonte denominado EMPENARODA, participaram de um pedal na Floresta Estadual do Uaimii, próximo ao distrito de São Bartolomeu em Ouro Preto.

A organização foi feita pelo “Capitão Enilton”.

O percurso planejado foi partindo da Portaria da Floresta Estadual do Uaimii da localidade de Braz Gomes, descendo até o distrito de São Bartolomeu, retornado ao local de partida em um total 28 Km.

Saímos de Betim às 06:40 horas e combinamos de encontrar o resto da turma que saiu de Contagem e BH na Barreira desativada da Receita Estadual na BR 356, entre Itabirito e Cachoeira do Campo. Com a galera reunida, seguimos em frente. No final da reta da citada Barreira, viramos a esquerda em uma estrada pavimentada em direção a região denominada Acuruí. Próximo a um Bar situado na beira da estrada, na região conhecida como Capanema, viramos a direita em uma estrada de terra, indo até a Portaria da Floresta Estadual do Uaimii. Lembramos que esta portaria é conhecida como Braz Gomes, nome da principal cachoeira ali existente.

A Floresta Estadual do Uaimii é uma Unidade de Conservação estadual administrada pelo IEF-Instituto Estadual de Florestas. Está enquadrada na categoria de Uso Sustentável, ou seja, é permitido usos compatíveis com a preservação e conservação da Unidade. Vale lembrar que o acesso a Unidade de Conservação é restrito e controlado, necessitando de prévia autorização.

Preparadas as Bikes e Bikers, partimos em direção a São Bartolomeu por volta de 09:30 horas. No início uma subida relativamente tranquila, mas com muito cascalho solto em meio a uma vegetação rala, característica de campo cerrado. No alto do morro entramos em uma mata fechada que nos acompanha em praticamente todo o percurso.

A temperatura estava amena com céu nublado, bem agradável para pedalar, embora se estivesse aquele sol, a mata nos proporcionaria muita sombra.

Apesar de ser um estradão de terra, as chuvas fizeram estragos, tanto no piso quanto por diversas árvores caídas na estrada, não permitindo a passagem nem de veículos 4x4. Com descidas e subidas técnicas, um verdadeiro tobogã, lamaçais e locais muito escorradios, garantindo muita adrenalina.

Como havia chovido muito nos dias anteriores e o sol nunca atinge a estrada devido a sombra da mata, a estradinha tava um “quiado” proporcionando tombos espetaculares, não perdoando nem os Bikers mais experientes.

Teve sujeito que comprou tanto terreno que quase virou latifundiário na região. O Willian que o diga...

Passamos na Portaria da FE do Uaimii, demos uma lavada nas bikes, (afinal água ali é abundante e de graça), pois deviam tar pesando uns 20 kg de tanta lama e seguimos até o distrito de São Bartolomeu. Um lugar pacato com casario colonial e igrejas barrocas.

Alguns historiadores afirmam que o distrito é mais antigo que a sede Ouro Preto.

Paramos em frente a igreja matriz, pausa para fotos, descanso e lanche.

Retornamos à Portaria do Braz Gomes passando por subidas impossíveis de pedalar, só mesmo no empurra bike. Neste sentido a subida acumulada é muito superior ao sentido Braz Gomes a São Bartolomeu, castigando muito as pernas.

A Bike do Leandro quebrou logo a pós a Portaria de São Bartolomeu. Afinal aguentar 110 kg não é pra qualquer magrela!

Por volta de 14:00 estávamos todos de volta na portaria do Braz Gomes.

Entre tombos e ralados, bike quebrada e pneu furado, todos vivos e salvos após um pedal puxado de 28 Km.

















6 de dezembro de 2011

GEORGE CARLIN


Recebi de meu amigo e colega de trabalho Livio Puliti

Nós bebemos demais, gastamos sem critérios.

Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.

Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver, adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos.

Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.

Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'.

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.

Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre.

Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.

Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame... se ame muito.

Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm lá de dentro.

Por isso, valorize sua família e as pessoas que estão ao seu lado, sempre.