"As vezes ouço passar o vento, e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido”
(Fernando Pessoa)

14 de novembro de 2011

Meu primeiro pedal Clip

Resultado de meu primeiro tombo pedalando clipado

Já há algum tempo eu venho estudando a possibilidade de migrar do pedal normal para o Clip. Os ciclistas experientes são unânimes em enumerar uma série de vantagens: melhor rendimento, menores riscos de lesões musculares, maior controle da bike, maior segurança (Será? No início é queda na certa!!!).

O que estava me faltando na verdade era grana, afinal um pedal clip e uma sapatilha, na melhor das hipóteses, não sai por menos de R$ 350,00, além é claro, do receio dos tombos até adquirir o domínio da bike.

Conversando com o Luciano Flório sobre minha vontade, ele me ofereceu uma sapatilha usada. Claro, aceitei de cara, pois aí só me faltava o pedal.

A tal sapatilha, por sinal já era bem experiente. Estava tão esfolada que era difícil identificar qual a sua cor original. Tudo bem, como diz o ditado popular “cavalo dado não se olha os dentes”.

Comprei então o pedal, um Shimano M520 e fiquei louco para tomar os primeiros tombos, preferencialmente sozinho, pois não queria virar motivos de piadas, fotos, filmes no YouTube, etc.

No dia 06 de novembro eu iria com uma galera de Betim pedalar em Ipoema. Mas como era aniversário de minha sogra, não sobrou alternativa, tive que abandonar o pedal em Ipoema.

No sábado almocei na casa de minha sogra e a tarde fui para a Roça em Morro do Ferro. Lá tem um gramado bem legal, ideal para tombos de bike.

Seguindo o conselho de um amigo calcei a sapatilha somente no pé direito. Foi bem tranquilo, tava dando para clipar e desclipar numa boa. Depois calcei somente o pé esquerdo. Este pé tava meio lerdo, mas fui treinando bastante até sentir segurança. Depois calcei as duas, exercitando o ato de clipar e desclipar, tudo tranquilo, tava até fazendo umas gracinhas.

Por volta de 16 horas, saí para um pedal de 25 km em estradão de terra e trilhas com partes bem técnicas. Por incrível que pareça cheguei sem tomar um tombo sequer. Confesso que por umas duas vezes passei sufoco, mas deu para desclipar a tempo.

No domingo fui até São Tiago (meu próximo Post neste Blog). Na ida correu tudo bem, mas na volta não teve jeito. Após uns 40 Km de pedal, depois de uma subida longa, com as pernas até tremendo, ví uma sombra fresca ideal para um breve descanso. O cérebro deu a ordem para desclipar, mas as pernas não obedeceram, caí que nem uma jaca.

Resultado final: Um joelho ralado, a mão esquerda dolorida, mas pedal comum nunca mais !!!

Em tempo: Segundo a galera, a média nacional é de três a quatro tombos até ligar o piloto automático, ou seja, ainda faltam dois ou três tombos.

Um comentário:

  1. Ainda caio, e faz tempo que ando clipado, a ultima foi fazendo uma trilha. Subindo errei uma marcha e... Foi risadas para todo lado. Joelho ralado, cotovelo, bunda . É assim mesmo tudo faz parte da brincadeira.

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