"As vezes ouço passar o vento, e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido”
(Fernando Pessoa)

19 de julho de 2011

DOIS ANIMAIS E DOIS DESTINOS - II



Quanto ao segundo bicho, vamos lá:

Estava eu agora “motorizado” na Rodovia BR 494, Km 113,5, vindo de São Tiago em direção a BR 381, quando avistei um animal morto por atropelamento no acostamento da rodovia. Quando “bati” o olho no bicho, logo percebi que não era um animal comum, era um Lobo Guará. Imediatamente parei o veículo em local seguro, peguei minha máquina fotográfica e fui em direção ao animal. Ao chegar próximo tive outra surpresa ainda mais desagradável, era uma fêmea e o pior de tudo, estava amamentando. Pelas características o animal havia sido atropelado em menos de doze horas, provavelmente a noite, pois é um animal de hábitos noturnos. A “pancada” não foi muito forte, havia fratura exposta apenas em uma pata traseira. Era um animal sadio, com pelagem lisa e dourado brilhante, canelas longas e pretas e porte avantajado.

Seja de automóvel, bike ou a pé, é obviamente mais do que comum encontrar animais atropelados nas margens de rodovias, mas não havia como não se comover e impressionar com um animal daquele tamanho e beleza cuja vida foi ali retirada.

Fiquei pensando nos filhotes órfãos, provavelmente condenados a morte. Também, como é mania de nós brasileiros, fiquei imaginando quem seriam os culpados pela “tragédia”: O motorista? O Lobo? A rodovia que como quase todas no Brasil não possuem quaisquer dispositivos para travessias de animais silvestres?

O certo é que um animal raro, ameaçado de extinção, uma fêmea adulta, amamentado filhotes, uma sobrevivente que chegou a idade fértil estava ali, caída ao chão, sem vida . . .

Final lamentável !!!










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