"As vezes ouço passar o vento, e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido”
(Fernando Pessoa)

28 de junho de 2011

Pedal de Morro do Ferro a Lagoa Grande


Trajeto Morro do Ferro a Lagoa Grande


Há bastante tempo venho planejando um pedal de Morro do Ferro até a Lagoa Grande no Povoado do Tombadouro, próximo a “tríplice fronteira” dos municípios de Oliveira, Passa Tempo e Carmópolis de Minas.

De cara eu sabia que não é um percurso fácil que totaliza 36 Km de ida e volta em estradão de terra. A ida tudo bem, saindo de Morro do Ferro a aproximadamente 1.100 m de altitude descendo até aproximadamente 860 m de altitude na Lagoa Grande. O problema é a volta, a partir do vale do Ribeirão Tombadouro até o Povoado do Calafate há uma sequência de subidas íngremes e longas, justamente no final do percurso.

Como não conhecia o terço final do percurso, próximo a Lagoa Grande, baixei o trajeto no GPS a partir da imagem de satélite do Google Earth.

Dia 25 de junho, estava eu em Morro do Ferro para a Festa de São João e também aproveitando a oportunidade para pedalar. Como a galera tá cheia de frescura, tá virando rotina eu pedalar sozinho. Sei que é arriscado, afinal nenhum biker é imune a uma queda, mas entre pedalar sozinho e não pedalar, sou pelo óbvio: pedalar sozinho.

Saí de Morro do Ferro um pouco tarde, às 08:30 da manhã. Passei pelo Povoado do Calafate descendo até o vale do Ribeirão Tombadouro. É uma sequência de descidas por aproximadamente 3 Km com muita pedra solta. É pedra mesmo, não é cascalho não. Se vacilar vai parar no chão!

A partir daí o percurso é quase todo plano. Há algumas subidas íngremes, mas curtas e outras longas, porém suaves.

Em uma sequência, a estrada passa pela encruzilhada que vai para Passa Tempo, ao lado de uma escola estadual abandonada, por um bar (tá vendo, dá até para tomar uma cerveja ou jogar uma sinuca) e em frente a Capela do Povoado do Tombadouro. Em seguida há uma bifurcação com um marco de concreto (não sei para que...) onde segue pela direita em meio a uma plantação de Eucalipto, sendo o único ponto onde há chances de errar o percurso. Após 18 Km a partir de Morro do Ferro chega-se a Lagoa Grande que não é tão grande assim.

Segundo depoimento de moradores do local, ela já foi muito maior. Por apresentar uma particularidade, o Ribeirão Tombadouro desagua diretamente na lagoa (a maioria das lagoas são marginais) ela está muito susceptível ao assoreamento que é bem visível na cabeceira.

O retorno foi pelo mesmo caminho. Como era de se esperar o terço final foi pedreira. Subidas longas e íngremes, mas deu para chegar sei câimbras, mas que as pernas estavam doendo estavam!!! Ahh... Sem nenhum tombo e pneu furado.

Um aspecto negativo do percurso são os mata-burros. A maioria são do “modelo mata-ciclista”, ou seja, com as vigas no sentido longitudinal da estrada. O restante é no sentido transversal com vigas de madeira em péssimo estado de conservação (vigas quebradas, com tamanhos diferentes umas das outras, com pontas para cima, com pregos aparentes) exigindo muita atenção e sorte.

Outro fato negativo foi encontrar um animal silvestre (Gambá) atropelado no caminho, próximo a Capela do Tombadouro

Resumo do Trajeto:

Distância total: 36 Km
Tempo em movimento: 03:05 horas
Tempo Total: 04:20 horas (parei muito para tirar fotos)
Velocidade média: 12 Km/hora
Velocidade máxima: 42 km/hora

Fotos

Vista para o vale do Ribeirão do Tombadouro


Vista para a Serra do Geraldo Vargas

Mata Burro modelo Mata Ciclista


Um Gambá atropelado

Capela do Povoado do Tombadouro

Lagoa Grande

Lagoa Grande

Bifurcação com marco de concreto

Outro Mata Burro estilo Mata Ciclista

Início de subida longa após ponte


Uma casa abandonada

Hora do lanche: Sombra, água, isotônico e bananinha

22 de junho de 2011

FESTA DE SÃO JOÃO BATISTA EM MORRO DO FERRO


Igreja Mariz e Fogueira de São João

Dia 23 de junho inicia-se a festa de São João Batista em Morro do Ferro, indo até domingo, 26 de junho.

O ponto alto das festividades na verdade é o dia 24, dia do Padroeiro São João Batista.

A priori, é uma festa religiosa, com celebrações de Missas, Procissões, Ladainhas, Show Pirotécnico, Banda de Música (Lira Batistana) e outros eventos afins em devoção ao Santo Padroeiro.

Paralelamente há Barraquinhas, Shows, Quadrilhas, tudo regado a muito quentão, comidas típicas e por que não aquela cachacinha...

Mas, na minha opinião, há quatro acontecimentos que são bastante tradicionais e marcantes que merecem destaque: A água de São João, o Leilão ao lado da Igreja, o Café da Alvorada e a Fogueira.

A água de São João é a visita a “fonte” localizada no sopé do Morro do Cascalho no dia 24, que obrigatoriamente tem que acontecer antes do raiar do sol. Muitos acreditam nos poderes milagrosos da água colhida na “fonte”. Na madrugada há uma verdadeira peregrinação ao local. Há até comunidade no Orkut “Eu fui na água de São João”.

Porém além daqueles que vão ao local por motivos religiosos, há uma legião de “bêbados” que viraram a noite tomando todas e mais algumas que insistem em ir ao local. Aí acontece todo tipo de história: cara vendo assombração, gente caída no córrego e outras do gênero “causos de bêbados”

O Leilão ao lado da igreja é imperdível. Só lá para encontrar diversos objetos típicos e de comunidades rurais e culinária tradicional impossíveis de encontrar em quaisquer outros lugares. Há desde doces de beterraba, balaios, gamelas, cuias, cabaças trançadas com cipó para armazenar água e até varas para carreiros de carro de bois.

O Café da Alvorada também acontece antes do sol raiar como o próprio nome indica. Após uma série de apresentações da Banda de Música Lira Batistana, há um café comunitário com os tradicionais biscoitos torradinhos e outras guloseimas. Muitos que viraram a noite nas barraquinhas aproveitam este momento para “tirar a barriga da miséria” literalmente.

A Fogueira é um evento ímpar durante as festividades, desempenhando várias funções: serve para aquecer as noites frias, vira roda de viola, prova de fé (passar descalço sobre as suas brasas), até churrasco nela é assado. As vezes até surge algum desentendimento entre os frequentadores de fim de noite com um “grau etílico” elevado, mas no final tudo é resolvido “na paz”.

A maioria dos frequentadores das festividades ficam hospedados em casa de amigos e parentes. Afinal há em Morro do Ferro apenas duas pousadas que estão com as reservas esgotadas há meses.

Tem uma galera aqui de BH que vai ficar hospedada em São Tiago, distante 20 quilômetros de Morro do Ferro.

Até breve e boas festas!!!

Igreja Matriz vista do Morro do Cascalho

Igreja Matriz e Fogueira de São João

Morro do Ferro vista do Morro do Cascalho

8 de junho de 2011

BRASIL RIDE 2011 - CHAPADA DIAMANTINA



(Clique na imagem para ampliar)

Acontece entre dias 23 a 29 de outubro de 2011 a 2ª ultramaratona de mountain bike Brasil Ride na Chapada Diamantina, Bahia. A prova será dividada em sete etapas, totalizando um percurso aproximado de 600 quilômetros. Serão sete dias de prova de mountain bike pelas melhores trilhas da Chapada Diamantina. Há participação confirmada de bikers da elite mundial do mountain bike.

E aí, vai encarar ??? 

Fonte e informações: www.brasilride.com