"As vezes ouço passar o vento, e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido”
(Fernando Pessoa)

29 de outubro de 2010

A CANETA E A ENXADA

(Zico e Zeca)
“Certa vez uma caneta foi passear lá no sertão
Encontrou-se com uma enxada, fazendo a plantação.
A enxada muito humilde, foi lhe fazer saudação,
Mas a caneta soberba não quis pegar sua mão.
E ainda por desaforo lhe passou uma repreensão.
Disse a caneta pra enxada não vem perto de mim, não
Você está suja de terra, de terra suja do chão
Sabe com quem está falando, veja sua posição
E não se esqueça à distância da nossa separação.
Eu sou a caneta soberba que escreve nos tabelião
Eu escrevo pros governos as leis da constituição
Escrevi em papel de linho, pros ricaços e barão
Só ando na mão dos mestres, dos homens de posição.

A enxada respondeu: que bateu vivo no chão,
Pra poder dar o que comer e vestir o seu patrão
Eu vim no mundo primeiro quase no tempo de adão
Se não fosse o meu sustento não tinha instrução.
Vai-te caneta orgulhosa, vergonha da geração
A tua alta nobreza não passa de pretensão
Você diz que escreve tudo, tem uma coisa que não
É a palavra bonita que se chama.... educação!"

23 de outubro de 2010

A CULTURA DO CARIMBO

Por: Antônio Carlos de Lima e Sara de Lima Saeghe*


Acostumados à cultura da autenticação de documentos, a maioria da população desconhece que no dia 11/01/2003, entrou em vigor o novo Código Civil Brasileiro, que dispõe em seu Artigo 225: “As reproduções fotográficas, cinematográficas, os registros fonográficos e, em geral, quaisquer outras reproduções mecânicas ou eletrônicas de fatos ou de coisas fazem prova plena destes, se a parte, contra quem forem exibidos, não lhes impugnar a exatidão”. Ou seja, foi decretada o fim da autenticação documental.

Sábio legislador, pois se deslocar para um Cartório, entrar numa fila para receber um carimbo com os dizeres: “Confere com o original”, era muita burocracia. Não restou dúvida aos parlamentares, o princípio da boa-fé deve sempre ser levado em conta, até prova em contrário.

Portanto, foi dito adeus aos carimbos.


Mas, será que hoje esta norma está sendo cumprida? Lógico que não. Sabe quem é o principal descumpridor: o Estado. Senão vejamos, ao peticionar em Juízo o autor deve juntar toda documentação em sua peça inicial. Tente fazer isto sem as fotocópias estarem autenticadas, simplesmente a Justiça não aceita. Vá a alguma repartição pública e tente confeccionar um procedimento administrativo sem juntar fotocópia carimbada por algum cartório, a resposta será não.


Neste diapasão, o consumidor vai pensar que a lei não é respeitada em nosso País, mesmo diante de uma Constituição Cidadã, que nos impõe um estado de direito? Verdade, prevalece a insensatez e o descaso, pois o próprio Estado editou norma que cuida, inclusive, do preço da autenticação de uma cópia ou fotocópia: R$ 3,00 (três reais), conforme a Lei Estadual n. 14.376 (Tabela XIII, item 71, I) de 27/12/2002.
 
Para quem interessa cobrar por autenticação de cópias? Quem lucra com isso? Somente os Cartórios. E o cidadão comum, tem que obedecer determinação judicial e desembolsar valores exorbitantes para “autenticar” documentos que seu advogado pode confirmar a autenticidade, conforme o disposto no art. 544, § 1º do Código de Processo Civil.
 
Caso concreto: uma cidadã que percebe mensalmente R$ 500,00 intentou ação para revisão de cláusula de contrato de financiamento, teve que desembolsar R$ 200,00 à vista (para pagar autenticação de cópias), porque Cartório não admite pagamento a prazo. Então, uma pessoa que percebe mensalmente um salário mínimo e necessita da tutela jurisdicional ou de confeccionar um procedimento administrativo deve se privar de comprar alimentos e pagar autenticação de documentos, em face da burocracia instituída em nosso Estado.


O Art. 225 do Código Civil é claro, quando diz que as reproduções mecânicas ou eletrônicas fazem prova plena contra quem foram exibidos, se estes não lhes impugnarem a exatidão. O artigo supra demonstra claramente a preocupação do legislador ordinário em desconstituir a fábrica de autenticação de documentos. Ora, se a Lei é específica e diz que a pessoa contra quem foi exibido a documentação é quem pode impugnar-lhe a exatidão, o poder judiciário agindo “ex officio”, utilizando seu poder instrutório e a administração pública estão avocando para si um direito que não detém. Estão exercendo direito de terceiro em nome próprio, criando na vida cotidiana um instituto de substituição sui generis que até o momento, serviu apenas para prejudicar o acesso à justiça.


O Procon do Estado de Goiás, como órgão de defesa do cidadão observa ipsi literis o Código Civil, admitindo em seu procedimento administrativo a juntada de documentação sem autenticação, pois no mundo hodierno em que vivemos, não há tempo para procrastinações.


Também pode haver nos documentos, a autenticidade firmada pelo advogado, que é reconhecida como legítima pelo STJ. Apesar disso, prevalece o entendimento de que se a parte contrária questionar, a autenticação será levada a efeito, caso contrário, não há embasamento jurídico para esta imposição.


O Superior Tribunal de Justiça tem decidido no sentido de reconhecer a presunção de veracidade dos documentos apresentados por cópia, se na oportunidade de resposta a parte contrária não questiona sua autenticidade. Esta posição já vinha sendo adotada desde agosto de 2000 e foi ratificada pelo Tribunal em junho/2003. Atualmente mantém o entendimento de que é desnecessária a autenticação dos documentos juntados com a inicial ou nos Agravo de Instrumento, pois prevalece a presunção juris tantum de veracidade.


Diante deste contexto, indaga-se: Porque nossas Instituições têm dificuldade de cumprir as Leis ou de flagrantemente descumprí-las? Desconhecimento da legislação vigente, da realidade financeira do País ou descaso com a população. Entendemos que tudo isso traz sua contribuição, mas o fator cultural é que predomina para não avançarmos nesta questão. A educação pode contribuir decisivamente para extirparmos esta cultura negativa.


*Antônio Carlos de Lima é Superintendente do Procon/GO e Sara de Lima Saeghe é Advogada do Procon/GO.

16 de outubro de 2010

Oliveira - MG

Praça XV de Novembro: Casa da Cultura à esquerda e Igreja Matriz
Cidade mineira localizado no Centro Oeste na região denominada Campos das Vertentes a 165 quilômetros da Capital Belo Horizonte. Sua origem remota ao século XVI, sendo ponto de parada de viajantes portugueses que seguiam rumo à Goiás.

Quanto a origem do nome Oliveira, há duas versões. A primeira é que foram encontradas na região algumas árvores de Oliveiras. A segunda versão é que na época do trânsito de tropeiros e desbravadores, morava em uma casa onde hoje situa-se a cidade de Oliveira, uma senhora de origem portuguesa cujo nome era Dona Maria de Oliveira.

No início do Século XX, a cidade ficou conhecida mundialmente por ser a terra natal do cientista Carlos Chagas que foi o descobridor do agente causador da “Doença de Chagas”.

Possui população aproximada de 40.000 habitantes. Além da sede, há distrito de Morro do Ferro, com aproximadamente 1500 habitantes, estando distante 35 quilômetros da sede do município.

Como pontos turísticos, destacam-se: Coqueiro Abraçado, Igreja Matriz (Igreja Velha), Catedral de Nossa Senhora de Oliveira (Igreja Nova), Cristo Redentor, Casa de Cultura Carlos Chagas, Casarões Coloniais, dentre outros. Nos arredores há várias opções de turismo rural, ecoturismo e turismo de aventura. A cidade conta com uma razoável rede hoteleira.

O município orgulha-se de possuir um dos jornais mais antigos do Brasil ainda em circulação: O Gazeta de Minas.

Oliveira - MG

Cristo Redentor e por do sol

14 de outubro de 2010

Oração do Ciclista

Iniciando uma série de Post's sobre Mountain Bike, Ciclismo, Pedal, etc, nada mais conveniente do que começar com a Oração do Ciclista:

Oração do Ciclista

Senhor Deus Vós que permitistes a beatificação de São Cristóvão, protetor dos motoristas, dai-nos também, um anjo protetor, que nos ajude a pedalar em paz e segurança nas ciclovias, nos parques, nas trilhas e principalmente nas ruas e estradas.

Livrai-nos dos maus motoristas, dos pedestres desatentos, dos ladrões e dos irmãos afoitos, que pela ausência de campanha educativa, desrespeitam as leis e o Código Nacional de Trânsito.Fazei com que os cães, melhor amigo dos homens e das crianças, não nos persigam e não ponham em risco a nossa vida.

Lembrai-nos que pedalando ganhamos tempo, economizamos combustível, não poluímos o ambiente e promovemos o desenvolvimento físico, e que a bicicleta é um instrumento de trabalho e ganha pão dos mais humildes.

Despertai nas autoridades a importância da segurança do ciclista, pois ele é também filho do senhor.

Não nos deixei cair em tentação de trocar a bicicleta por automóvel e quando isso acontecer, fazei-nos respeitar a bicicleta e o ciclista.

Amém.

13 de outubro de 2010

POSTE DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA 100% ALIMENTADO POR ENERGIA EÓLICA E SOLAR


Por GEVAN OLIVEIRA
 
Empresário cearense desenvolve o primeiro poste de iluminação pública 100% alimentado por energia eólica e solar

Não tem mais volta

As tecnologias limpas – aquelas que não queimam combustível fóssil – serão o futuro do planeta quando o assunto for geração de energia elétrica. E, nessa onda, a produção eólica e solar sai na frente, representando importantes fatias na matriz energética de vários países europeus, como Espanha, Alemanha e Portugal, além dos Estados Unidos. Também está na dianteira quem conseguiu vislumbrar essa realidade, quando havia apenas teorias, e preparou-se para produzir energia sem agredir o meio ambiente. No Ceará, um dos locais no mundo com maior potencial energético (limpo), um ‘cabeça chata’ pretende mostrar que o estado, além de abençoado pela natureza, é capaz de desenvolver tecnologia de ponta.

POSTE DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA 100% ALIMENTADO POR ENERGIA EÓLICA E SOLAR

O professor Pardal cearense é o engenheiro mecânico Fernandes Ximenes, proprietário da Gram-Eollic, empresa que lançou no mercado o primeiro poste de iluminação pública 100% alimentado por energias eólica e solar. Com modelos de 12 e 18 metros de altura (feitos em aço), o que mais chama a atenção no invento, tecnicamente denominado de Produtor Independente de Energia (PIE), é a presença de um avião no topo do poste.

Feito em fibra de carbono e alumínio especial – mesmo material usado em aeronaves comerciais –, a peça tem três metros de comprimento e, na realidade, é a peça-chave do poste híbrido. Ximenes diz que o formato de avião não foi escolhido por acaso. A escolha se deve à sua aerodinâmica, que facilita a captura de raios solares e de vento. "Além disso, em forma de avião, o poste fica mais seguro. São duas fontes de energia alimentando-se ao mesmo tempo, podendo ser instalado em qualquer região e localidade do Brasil e do mundo", esclarece.

Tecnicamente, as asas do avião abrigam células solares que captam raios ultravioletas e infravermelhos por meio do silício (elemento químico que é o principal componente do vidro, cimento, cerâmica, da maioria dos componentes semicondutores e dos silicones), transformando-os em energia elétrica (até 400 watts), que é armazenada em uma bateria afixada alguns metros abaixo. Cumprindo a mesma tarefa de gerar energia, estão as hélices do avião. Assim como as naceles (pás) dos grandes cata-ventos espalhados pelo litoral cearense, a energia (até 1.000 watts) é gerada a partir do giro dessas pás.

Cada poste é capaz de abastecer outros três ao mesmo o tempo. Ou seja, um poste com um "avião" – na verdade um gerador – é capaz de produzir energia para outros dois sem gerador e com seis lâmpadas LEDs (mais eficientes e mais ecológicas, uma vez que não utilizam mercúrio, como as fluorescentes compactas) de 50.000 horas de vida útil dia e noite (cerca de 50 vezes mais que as lâmpadas em operação atualmente; quanto à luminosidade, as LEDs são oito vezes mais potentes que as convencionais). A captação (da luz e do vento) pelo avião é feita em um eixo com giro de 360 graus, de acordo com a direção do vento.

À prova de apagão

Por meio dessas duas fontes, funcionando paralelamente, o poste tem autonomia de até sete dias, ou seja, é à prova de apagão. Ximenes brinca dizendo que sua tecnologia é mais resistente que o homem: "As baterias do poste híbrido têm autonomia para 70 horas, ou seja, se faltarem vento e sol 70 horas, ou sete noites seguidas, as lâmpadas continuarão ligadas, enquanto a humanidade seria extinta porque não se consegue viver sete dias sem a luz solar".

POSTE DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA 100% ALIMENTADO POR ENERGIA EÓLICA E SOLAR

 

O inventor explica que a idéia nasceu em 2001, durante o apagão. Naquela época, suas pesquisas mostraram que era possível oferecer alternativas ao caos energético. Ele conta que a caminhada foi difícil, em função da falta de incentivo – o trabalho foi desenvolvido com recursos próprios. Além disso, teve que superar o pessimismo de quem não acreditava que fosse possível desenvolver o invento. "Algumas pessoas acham que só copiamos e adaptamos descobertas de outros. Nossa tecnologia, no entanto, prova que esse pensamento está errado. Somos, sim, capazes de planejar, executar e levar ao mercado um produto feito 100% no Ceará. Precisamos, na verdade, é de pessoas que acreditem em nosso potencial", diz.

Mas esse não parece ser um problema para o inventor. Ele até arranjou um padrinho forte, que apostou na idéia: o governo do estado. O projeto, gestado durante sete anos, pode ser visto no Palácio Iracema, onde passa por testes. De acordo com Ximenes, nos próximos meses deve haver um entendimento entre as partes. Sua intenção é colocar a descoberta em praças, avenidas e rodovias.

O empresário garante que só há benefícios econômicos para o (possível) investidor. Mesmo não divulgando o valor necessário à instalação do equipamento, Ximenes afirma que a economia é de cerca de R$ 21.000 por quilômetro/mês, considerando-se a fatura cheia da energia elétrica. Além disso, o custo de instalação de cada poste é cerca de 10% menor que o convencional, isso porque economiza transmissão, subestação e cabeamento. A alternativa teria, também, um forte impacto no consumo da iluminação pública, que atualmente representa 7% da energia no estado. "Com os novos postes, esse consumo passaria para próximo de 3%", garante, ressaltando que, além das vantagens econômicas, existe ainda o apelo ambiental. "Uma vez que não haverá contaminação do solo, nem refugo de materiais radioativos, não há impacto ambiental", finaliza Fernandes Ximenes.


Material enviado pelo Biólogo Carlos Wagner

7 de outubro de 2010

Serra dos Alves


Capela de Serra dos Alves

Casa de Pau a Pique

Localizada próxima ao Morro do Bicudo ou da Mutuca

Morro do Bicudo ou da Mutuca

Localizado na divisa dos municípios de Itabira e Nova União

Cachoeira do Patrocínio Amaro

Localizada acima da Cachoeira Alta

Cachoeira do Meio

Situada entre a Cachoeira Alta e a Cachoeira Patrocínio Amaro 

QUEM FAZ A HISTÓRIA

Quem construiu a Tebas das sete portas?

Nos livros constam os nomes dos reis.
Os reis arrastaram os blocos de pedra?
E a Babilônia tantas vezes destruída
Quem ergueu outras tantas?
Em que casas da Lima radiante de ouro
Moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros
Na noite em que ficou pronta a Muralha da China?
A grande Roma está cheia de arcos do triunfo.
Quem os levantou?
Sobre quem triunfaram os Césares?
A decantada Bizâncio só tinha palácios

Para seus habitantes?
Mesmo na legendária Atlântida,
Na noite em que o mar a engoliu,
Os que se afogavam gritaram por seus escravos.
O jovem Alexandre consquistou a Índia.
Ele sozinho?
César bateu os gauleses,
Não tinha pelo menos um cozinheiro consigo?
Felipe de Espanha chorou quando sua armada naufragou.
Ninguém mais chorou?
Fredrico II venceu a Guerra dos Sete Anos.
Quem venceu além dele?
Uma vitória a cada página.
Quem cozinhava os banquetes da vitória?
Um grande homem a cada dez anos.
Quem pagava as despesas?
Tantos relatos.
Tantas perguntas.

O ANALFABETO POLÍTICO

O pior analfabeto

é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala,
nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político
é tão burro que se orgulha
e estufa o peito dizendo
que odeia a política.
Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado,
e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista,
pilantra, corrupto e lacaio
das empresas nacionais e multinacionais.